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The Victoria Falls Hotel

The Victoria Falls Hotel

chegámos ao Zimbabwe à hora de almoço, de autocarro da fronteira até ao nosso destino.

a nossa única exigência ao reservar esta viagem era ficar pelo menos uma noite no The Victoria Falls Hotel, um hotel construído na primeira década do século XX, no estilo colonialista de então, a 10m a pé das floresta tropical e das cascatas e com vista para ponte Livingstone.

além de muito perto das cascatas, o hotel mantém toda a estrutura original, no estilo colonialista de então, a decoração construída ao longo dos anos e as rotinas de outros tempos, o que transmite a quem por lá anda um ambiente único. não, não foi de saudade, foi uma oportunidade de imaginar histórias de outros tempos.

éramos recebidas na entrada por um senhor com um sorriso enorme e uma simpatia sem fim, que fazia questão de um até já sempre que saímos para uma visita, trajado com um fato que conta histórias de uma vida.

durante o check-in fomos de imediato informadas de alguns dos serviços ao nosso dispor, alguns deles de outros tempos, como o chá às 15h no Stanley’s Terrace, onde poderíamos também fazer refeições leves, ou a exigência da The Livingstone Room de traje de "cerimónia" ao jantar.

decidimos logo que não iríamos visitar a The Livingstone Room nem participar no chá das 15h. restava-nos fazer refeições leves no Stanley's Terrace ou jantar no Jungle Junction, onde também teríamos o pequeno-almoço com vista para o vapor que saía das quedas de água e com a piscina, também ela de outros tempos, ali ao lado.

em qualquer recanto do hotel existe uma atmosfera de outras vidas, dos famosos e de todos os que por ali passaram, qualquer coisa que nos faz imaginar e sonhar.

seja o edifício em si...

 ou a decoração das salas e dos corredores, as fotografias e as pinturas, a mobília...

ou até os detalhes, do alinhamento das portas, aos pendentes das janelas, até aos chapéus de chuva disponíveis no Stanley's Terrace, para os hóspedes, no caso de começar a chover (ou apenas quando as quedas estão mais cheias e molham só porque sim).

não foi o melhor hotel onde ficámos, mas foi decididamente o que mais me inspirou e mais desafiou a minha imaginação.

uma nota: foi aqui, logo quando chegámos e já quase no final da viagem, que encontrámos outros portugueses (já tínhamos comentado que não seria viagem sem esse encontro, no caso imediato porque eram amigos de uma de nós). 

e duas histórias para recordar.

a primeira foi quando decidi ir fumar ao final da tarde, por volta das 19h, e saio do quarto de calças de algodão largas e confortáveis e t-shirt (por um acaso, troquei as havaianas por umas sabrinas). chego à Stanley's Rooms (aquela ali em cima nas fotos que está a ser limpa), viro à esquerda e deparo-me com alguns senhores de smoking. decidi então virar à direita. mais senhores de smoking. senti-me verdadeiramente deslocada. voltei para trás e procurei outro lugar para fumar, antes de voltar ao quarto e rir à gargalhada com a A.M. e com a S.C. da situação.

a segunda, no Stanley's Terrace, quando o sr que nos atendia perguntou se éramos portuguesas. e perante o nosso sim explicou num português muito razoável que andava a aprender português, mas que era difícil e não tinha muita gente com quem praticar. sim, no zimbabwe há quem queira aprender português!

fonte da vila, turquel

Chobe | As Fotos

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